Fala, pessoal! Vamos conversar um pouco sobre a melhor forma de se alimentar durante a preparação para concursos e a importância da alimentação nos estudos?!
Ajustar a alimentação na hora de estudar para concursos pode ser algo que fique para um segundo plano, principalmente se comparado com método de estudos, planejamento, rotina diária. No entanto, a alimentação nos estudos é crucial.
Mas essa indiferença quanto à alimentação pode comprometer bastante o rendimento nos estudos, já que a alimentação nos estudos influencia direta e indiretamente na preparação.
Então, se você sente cansaço constante, dificuldade de concentração ou sono durante o estudo, o problema pode não estar apenas na sua rotina ou no método de estudar.
Por que a alimentação influencia nos estudos?
Por isso, é fundamental dedicar atenção à alimentação nos estudos durante a sua jornada de preparação.
Estudar exige esforço mental e, simplificadamente, esse esforço depende diretamente do funcionamento do seu cérebro.
Quando você se alimenta mal, seja pela pouca quantidade ou pela falta de qualidade dos alimentos, o seu corpo responde economizando energia. Isso significa redução de disposição, dificuldade de foco e menor capacidade de retenção.
Por outro lado, uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes ajuda a manter a mente ativa, ajuda a regular o sono, melhora a concentração e sustenta o rendimento por mais tempo.
Erros comuns: o que pode estar atrapalhando seu rendimento
Alguns hábitos alimentares ou a falta deles podem estar prejudicando seus estudos, sem que você perceba. Vamos a alguns exemplos.
O consumo excessivo de açúcar gera picos rápidos de energia, seguidos de quedas bruscas, também chamadas de hipoglicemia reativa. Na prática: aquele doce antes de estudar pode até dar um “gás” rápido, mas tende a prejudicar o rendimento logo em seguida, já que a pessoa ficará fadigada e com sonolência.
Refeições ricas em gordura antes de estudar também são um problema. Pois o corpo direciona energia para a digestão. Além disso, há aumento da liberação de hormônios relacionados à saciedade e relaxamento, como a serotonina. O resultado: mais dificuldade de manter foco e atenção nos estudos.
Ficar muitas horas sem comer também pode ser um problema, pois o organismo entrará em “modo de economia de energia”, prejudicando, assim, o seu rendimento.
A baixa ingestão de água, também, reduz o desempenho mental de forma significativa. Estudos mostram que níveis leves de desidratação (cerca de 1% a 2% do peso corporal) já são suficientes para prejudicar funções cognitivas como atenção, memória e raciocínio.
Uma pesquisa publicada no Journal of Nutrition demonstrou que a desidratação leve pode afetar negativamente o humor, aumentar a fadiga e reduzir a capacidade de concentração. Ou seja: você não precisa estar “com sede extrema” para já estar rendendo menos.
E não podemos deixar de citar o famoso “cafézinho”. A cafeína, uma das substâncias mais estudadas no mundo, atua bloqueando os receptores de adenosina no cérebro, de forma que se reduz a sensação de cansaço e aumenta o estado de alerta.
Estudos mostram melhora em:
- Atenção
- Tempo de reação
- Estado de alerta
Porém, o consumo excessivo pode causar:
- Ansiedade
- Irritabilidade
- Queda de desempenho em tarefas complexas
Dessa forma, a cafeína é uma grande aliada quando utilizada em doses moderadas, mas atrapalha no excesso.
Dicas práticas de alimentação para estudar melhor
Antes de começar os estudos, o ideal é fazer refeições balanceadas, com fontes de proteína, gorduras boas, carboidratos complexos. Um prato de arroz, feijão, carne magra e salada já é suficiente para fornecer esses macro nutrientes.
Durante o estudo, manter a hidratação é essencial. Ter uma garrafa de água por perto já resolve grande parte desse problema.
Se sentir fome durante os estudos, prefira lanches leves, como uma fruta ou barra de cereal, que não prejudicam o ritmo. Já em períodos mais longos, é importante fazer pausas maiores para fazer refeições completas.
Porém, ter todas essas refeições à disposição exige organização. Pois, no decorrer da rotina, se a preparação desses alimentos exigir muito esforço, a probabilidade de se consumir alimentos mais “fáceis” é maior, como um fast food ou algum alimento industrializado, o que não contribui com o rendimento nos estudos.
Uma boa estratégia é separar algum dia da semana para deixar as refeições semanais já pré-preparadas. Dessa forma, a chance de errar as refeições durante a semana reduz bastante e ainda haverá economia de tempo na preparação dos alimentos.
E quanto ao Café: aliado ou inimigo?
O café pode ser um aliado importante. Como já foi mencionado, ele ajuda na atenção e pode melhorar o estado de alerta. Porém, tem alguns pontos importantes no uso da cafeína:
A tolerância à cafeína acontece de forma rápida. Então, aquele cafezinho diário faz com que o corpo se adapte, exigindo doses cada vez maiores para um mesmo efeito. Consequentemente, isso vai aumentar o risco de se exceder na quantidade.
O timing da cafeína importa. A cafeína pode permanecer no organismo por 4 a 6 horas (ou mais). Nesse sentido, tomar café à noite pode prejudicar o sono e isso afeta diretamente o estudo no dia seguinte.
Usar cafeína como compensação para um cansaço constante não resolve o problema, apenas o mascara. Se você está constantemente dependente de café para estudar, o problema provavelmente é sono ou excesso de carga.
Dadas essas informações, a solução é bem simples: utilizar com moderação e observar como o seu corpo reage.
Alimentação, Atividade física e Sono, tudo a ver com os estudos
Todos diretamente ligados entre si e com o funcionamento do seu cérebro.
Uma alimentação equilibrada fornece a energia necessária para manter o foco ao longo do dia. A atividade física melhora a circulação, reduz o estresse e contribui para funções cognitivas, como memória e atenção. E o sono, diretamente influenciado por uma rotina saudável, é o momento em que o cérebro consolida o que foi aprendido.
Alinhar esses três pilares é essencial para manter uma rotina sustentável de estudos.
Conclusão
A alimentação não substitui o esforço alinhado ao método de estudo. Mas pode potencializar ou comprometer completamente o seu rendimento.
Se você quer evoluir nos estudos, precisa olhar para o processo como um todo. Isso inclui planejamento, método, rotina e também hábitos, como a alimentação.
Mas existe um ponto que acelera muito essa evolução: um serviço de orientação de estudos por um professor que já passou por todo esse processo.