Publicado nesta sexta-feira (24/7) em edição extra do Diário Oficial do Município, o edital do ISS Manaus traz prova objetiva com 160 questões, banca FCC e quase três meses de intervalo até a discursiva — um formato mais extenso do que o habitual na área fiscal municipal.
O concurso ISS Manaus, promovido pela Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef), teve o edital publicado nesta sexta-feira (24/7), em edição extra do Diário Oficial do Município (DOM nº 6.359). São 20 vagas imediatas, além de formação de cadastro de reserva, para o cargo de Auditor Fiscal de Tributos Municipais (AFTM), com remuneração inicial de R$ 27.270,61. A organização é da Fundação Carlos Chagas (FCC), e as inscrições vão de 27 de julho a 27 de agosto de 2026.
Vagas e cargos
| Cargo | Vagas imediatas | Cadastro reserva | Remuneração inicial | Escolaridade |
|---|---|---|---|---|
| Auditor Fiscal de Tributos Municipais (AFTM – Nível I) | 20 (19 ampla concorrência + 1 cota) | Sim | R$ 27.270,61 | Nível superior em qualquer área |
A remuneração inicial é composta por R$ 5.561,61 de vencimento base (Nível 1) mais R$ 21.709,00 de Produtividade Fiscal, somando R$ 27.270,61. O cargo tem jornada de 30 horas semanais. O número de vagas imediatas superou o previsto no termo de referência divulgado em junho, que estimava 10 vagas imediatas e 60 em cadastro de reserva — o edital final ampliou a oferta para 20 vagas de provimento imediato.
Qual é a banca organizadora?
A Fundação Carlos Chagas (FCC) é a banca contratada, conforme o Contrato nº 010/2026, publicado no Portal Nacional de Contratações Públicas. O contrato tem vigência de 12 meses e prevê estrutura para atender até 6 mil candidatos inscritos, entre pagantes e isentos.
Inscrições
As inscrições podem ser feitas exclusivamente pelo site da FCC (concursosfcc.com.br), entre 27 de julho e 27 de agosto de 2026. A taxa é de R$ 300,00, com boleto disponível para pagamento até as 22h do dia 28 de agosto de 2026.
Etapas da prova
O concurso é dividido em três fases, todas realizadas em Manaus/AM (com possibilidade de uso da região metropolitana em caso de indisponibilidade de locais):
- Prova Objetiva (eliminatória e classificatória) — aplicada em 1º de novembro de 2026 (domingo), em dois turnos: pela manhã, a Prova Objetiva I, de Conhecimentos Gerais, com 90 questões; e à tarde, a Prova Objetiva II, de Conhecimentos Específicos, com 70 questões. Ao todo, são 160 questões de múltipla escolha, cada uma com 5 alternativas. Para avançar, o candidato precisa alcançar no mínimo 60% do total de pontos ponderados em cada um dos dois blocos e não zerar em nenhuma disciplina.
- Prova Discursiva (eliminatória e classificatória) — prevista para 24 de janeiro de 2027 (domingo), pela manhã, com 4 horas de duração (8h às 12h). É composta por uma Peça Prática (40 pontos, peso 3, totalizando 120 pontos) e três Questões Dissertativas (60 pontos, peso 3, totalizando 180 pontos), somando 300 pontos ponderados. A nota mínima para aprovação é 60 pontos na soma bruta das quatro avaliações.
- Pesquisa de Vida Pregressa — etapa exclusivamente eliminatória, sem geração de pontuação adicional.
Não há prova de títulos neste certame — diferencial em relação a outras seleções da carreira fiscal.
Por que o edital “veio mais pesado”?
Na análise dos professores da Guruja, dois pontos chamam atenção neste edital em comparação com o padrão de concursos fiscais municipais. O primeiro é o volume da prova objetiva: 160 questões (90 de Conhecimentos Gerais mais 70 de Conhecimentos Específicos) é um número expressivo diante do último concurso ISS Manaus, realizado em 2019, que teve 100 questões para o cargo de Auditor Fiscal. O segundo é o intervalo entre as fases: quase três meses separam a prova objetiva (1º/11/2026) da discursiva (24/1/2027), bem além dos até 30 dias de intervalo que o termo de referência inicial havia sinalizado como parâmetro entre as duas provas. Nenhum desses dois pontos é incomum isoladamente em concursos de grande porte, mas a combinação de mais questões com um cronograma mais longo pede um planejamento de estudos dividido em fases bem definidas — o que ainda não é fato consolidado sobre o “nível de dificuldade” da prova em si, apenas sobre sua extensão e formato.
Disciplinas
O edital completo detalha o conteúdo programático distribuído entre Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos. Com base no histórico do certame de 2019 e na expectativa dos professores para a área fiscal municipal, o bloco costuma reunir: Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Matemática, Noções de Informática, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Empresarial, Direito Penal, Direito Tributário, Legislação Tributária Municipal, Economia, Estatística, Auditoria, Contabilidade Geral, Contabilidade de Custos, Análise das Demonstrações Contábeis e Contabilidade Aplicada ao Setor Público (incluindo LRF). Ainda não é uma lista definitiva ponto a ponto — vale sempre conferir o anexo de conteúdo programático do edital publicado no DOM antes de fechar o cronograma de estudos.
Cronograma
| Etapa | Data |
|---|---|
| Publicação do edital | 24/07/2026 |
| Início das inscrições | 27/07/2026 |
| Fim das inscrições | 27/08/2026 |
| Prova Objetiva (Geral + Específica) | 01/11/2026 |
| Prova Discursiva | 24/01/2027 |
| Pesquisa de Vida Pregressa | A definir |
O que o candidato deve fazer agora
Com a prova objetiva marcada para 1º de novembro, o candidato tem cerca de três meses para revisar boa parte das disciplinas comuns da área fiscal — Direito Tributário, Contabilidade e Legislação Municipal costumam concentrar o maior peso histórico nesse tipo de certame. Como a discursiva só vem quase três meses depois da objetiva, a recomendação é não misturar as duas frentes de estudo: primeiro foco total em fixar teoria e resolver questões objetivas nos moldes da FCC, e só depois — com a aprovação na primeira fase confirmada — migrar o tempo de estudo para a técnica de peça prática e questões dissertativas.