Mineiro, formado em Direito pela UFU, vivi intensamente o mundo dos concursos entre 2009 e 2018, passando por CAIXA, MPU, SEFAZ RS e SEFAZ SC. Foi dessa trajetória — e do encontro com outros aprovados — que nasceu a Guruja. Hoje, lidero o time de desenvolvimento e idealizo novas funcionalidades para a plataforma.
A formação em Direito foi quase um acidente. Quando pequeno, eu queria mesmo era ser cientista, mas acabei no curso de Direito porque era a formação do meu pai… e, no fim das contas, eu gostava de ler. Além disso, o curso era noturno – dava para trabalhar. Não virei desenhista porque não aceito palpites nas minhas pinturas, não virei músico porque meu repertório não faz sucesso em festa, e não virei advogado porque, na minha cabeça, advogado honesto não ganhava dinheiro. Mas já que tinha feito Direito, virei concurseiro.
A jornada começou em 2009, aos 21 anos, estudando para a CAIXA com apostila de banca de jornal. Deu certo. Em 2010, veio o MPU, com um cursinho local que oferecia PDFs e videoaulas ainda sem muito padrão. Deu certo de novo – e tive que sair do interior de Minas para assumir o cargo na capital.
Foi no MPU, em 2013, que o destino deu seus sinais. Naquela época, eu considerava estudar para promotor, delegado da PF ou diplomata – carreiras que faziam sentido com a minha formação. Área fiscal? Nem passava pela minha cabeça. Mas aí veio uma coincidência estranha: na mesma semana, soube que um colega estava de mudança após ser aprovado para Auditor da SEFAZ/SP, e que o novo servidor que eu iria treinar durante o curso de formação logo partiria para a Receita Federal. Dois sinais na mesma semana? Difícil ignorar. E os boatos furados de que a SEFAZ/MG estava para sair (só veio nove anos depois) deram o impulso final.
Em 2014, encarei minhas primeiras provas fiscais: SEFAZ/MS, ISS/Floripa e SEFAZ/RS. Cada viagem foi uma odisseia, e parecia que nada daria certo. Mas deu. Em 2016, fui nomeado no MS e no RS quase simultaneamente, optando pelo Sul (onde, aliás, uma gaúcha me fisgou). Finalmente conhecia o fisco por dentro – mas, desde a prova de Floripa, uma ideia ficara fixada: gostei daquele lugar e quero morar lá um dia.
Quando menos esperava, em 2018, veio o edital da SEFAZ/SC. Enferrujado e contra todos os prognósticos – a família perguntava: “SC e RS são tão próximos, para quê fazer tudo de novo?” -, mergulhei de cabeça. E quando veio a aprovação, soube que era ali que eu deveria estar. Essa aprovação me aproximou de outros aprovados no fisco catarinense e, daquele encontro, nasceu lentamente a ideia de criar algo diferente: tecnologia voltada aos concursos públicos. Nascia a Guruja.
Hoje, lidero o time de desenvolvimento da plataforma, idealizo novas funcionalidades e ainda faço os primeiros rabiscos de cada interface – resquício daquele desenhista que não virei. Nas horas vagas, toco acordeão e aproveito a natureza de Santa Catarina. Mesmo na era da inteligência artificial, acredito que é a inteligência natural que ainda oferece o caminho mais certo para a libertação.
Tem dado certo…
“