Área de Controle: o guia completo para começar do zero

Elaborado por: Equipe Técnica Guruja

Introdução

Se você está iniciando no estudo para concurso, já deve ter se perguntado:

  • O que é a área de controle?

  • Qual é melhor: área de controle ou área fiscal?

  • Como começar a estudar para a área de controle?

Fique tranquilo, porque você está no lugar certo!

Este artigo é um guia completo de estudos para a área de controle, perpassando pelos principais tópicos:

  • O que faz um auditor de controle

  • Quanto ganha um auditor de controle

  • Quais são as principais matérias da área de controle

  • Oportunidades da área de controle

  • Cronograma de estudos para a área de controle

  • O que é melhor: PDF ou videoaula

  • Principais erros no estudo para área de controle

  • Como estudar discursivas

Já viu que vai ser bem completo, não é!? Pega um café e vem comigo!

1. O que é a área de controle

Antes de mais nada, precisamos conhecer o que é a área de controle e como é dividida. Aposto que depois dessa seção você vai se apaixonar pelas funções exercidas por um auditor de controle!

A Carreira de Controle é a responsável por garantir que o dinheiro público seja aplicado da maneira mais eficiente e eficaz possível. Envolve a fiscalização de gastos com pessoal, licitações, contratos, infraestrutura, bem como outros setores da Administração Pública. 

Com essa explicação já conseguimos perceber uma diferença importante da área fiscal para a área de controle. De maneira simples, enquanto a primeira é responsável por garantir a arrecadação de receitas, a segunda busca garantir que as despesas sejam aplicadas dentro dos limites da legalidade e eficiência.

ÁREA FISCAL

ÁREA D CONTROLE

Ênfase na arrecadação das receitas.

Ênfase na correta aplicação das despesas.

No âmbito de controle, estão os mais diversos gastos, desde pessoal até contratos, infraestrutura, saúde, educação e demais políticas públicas. Essas atividades garantem a legalidade, eficiência e transparência na gestão dos recursos públicos, contribuindo para o combate à corrupção e o aprimoramento da governança.

O controle ainda pode ser feito de modo interno ou externo. A principal diferença é que o controle interno é realizado pela própria administração para garantir metas e conformidade, enquanto o controle externo é exercido por um órgão independente, como o Tribunal de Contas e Poder Legislativo, fiscalizando a legalidade e os resultados do controle interno.

CONTROLE INTERNO

CONTROLE EXTERNO

Realizado pela própria administração.

Exercido por órgão independente.

Conhecendo a estrutura, podemos então entender quais são os principais órgãos da área de controle e, por consequência, todas as oportunidades envolvidas. No quadro abaixo, estão explicadas as subdivisões encontradas:

 

 

 

 

CONTROLADORIAS/CONTADORIAS

Referem-se ao controle interno.

União (CGU): Controladoria-Geral da União. Atua com auditoria interna, correição, ouvidoria e promoção da integridade pública, fiscalizando a boa gestão dos recursos no Poder Executivo.

Estados (CGEs): Órgão central de controle interno do Poder Executivo Estadual. Alguns estados possuem controladorias próprias, enquanto outros ainda não instituíram de maneira apartada. Dentre os estados que possuem tal órgão, temos como exemplo: SC, RS, SP, MA, PB e CE.

Municípios (CGMs): da mesma forma que os estados, alguns municípios possuem a sua controladoria como órgão independente. Temos como exemplo São Paulo e Porto Alegre.

 

 

 

 

 

 

TRIBUNAIS DE CONTAS

Referem-se ao controle externo.*

União (TCU): Tribunal de Contas da União. Órgão técnico responsável por fiscalizar o uso do dinheiro público federal, garantindo legalidade, eficiência e transparência.

Estados (TCE): Fiscalizam a aplicação de recursos públicos e julgar a legalidade dos atos relacionados ao orçamento, às finanças e ao patrimônio do estado. Todos os estados possuem seu respectivo TC.

Municípios (T dos CMs): Responsável por fiscalizar as contas públicas de todos os municípios de um Estado específico. Atualmente existem apenas 3: Bahia, Pará e Goiás.

Municipal (TCMs): Hoje não é mais possível a criação de tribunais de contas municipais. Sendo assim, restaram apenas 2: São Paulo e Rio de Janeiro. A fiscalização se dá dentro das contas municipais.

*O controle externo é exercido pelo Poder Legislativo juntamente com o Tribunal de Contas (TC). Como o artigo em questão detém-se na área de controle, o foco será em TCs.

Questão de nomenclatura: não confunda os Tribunais de Contas dos Municípios com os Tribunais de Contas Municipais.

O Tribunal de Contas dos Municípios é criado em âmbito estadual, com competência para fiscalizar contas de todos os Municípios daquele Estado, servindo como um auxílio aos Tribunais de Contas Estaduais. Por outro lado, o Tribunal de Contas Municipal exerce o controle externo dos recursos públicos do Município em que foi criado.

Já dá para perceber quantas oportunidades têm na área de controle! Afinal, além do âmbito da União, o Brasil conta com 26 estados, mais o Distrito Federal, sem contar os Municípios que possuem o controle interno muito bem estruturado. Portanto, as oportunidades de trabalho se dão de forma vasta em todo país.

2. O que faz um auditor de controle

A carreira de auditor de controle, tanto interno quanto externo, é interessantíssima e de extrema relevância social. Já se imaginou fiscalizando contas públicas, corrigindo desvios e prevenindo riscos que podem afetar o equilíbrio das finanças do país?

Dentre as atribuições constitucionais e legais do auditor de controle externo temos:

  • Apreciar, mediante parecer prévio, as contas anuais prestadas pelo chefe do Poder Executivo;

  • Julgar as contas dos responsáveis por recursos públicos e de quem causar prejuízo aos cofres públicos;

  • Apreciar, para fins de registro, a legalidade das admissões de pessoal e concessões de aposentadorias, reformas e pensões;

  • Realizar auditorias e inspeções, tanto por iniciativa própria quanto por solicitação do Poder Legislativo;

  • Aplicar sanções previstas em lei aos responsáveis por ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas;

  • Fixar prazo para cumprimento da lei, caso verifique ilegalidades;

  • Apurar denúncias.

De modo semelhante, no rol das atribuições constitucionais e legais do auditor de controle interno temos:

  • Avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos;

  • Comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;

  • Exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres;

  • Apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

E o âmbito de fiscalização das duas carreiras é extremamente vasto, perpassando por saúde, educação, obras, contratos e pessoal. Tudo aquele que recebe dinheiro público pode ser fiscalizado, inclusive entidades privadas.

Você sabia?

A CGU, junto da Polícia Federal, está investigando ativamente os desvios de aposentados e pensionistas do INSS, com possibilidade de recuperação de mais de 3 bilhões de reais em prejuízos.

O TCU assumiu em 2024 um mandato de seis anos no Conselho de Auditores da ONU, fiscalizando as contas da organização e fundos. Também realizará auditorias focadas em missões de paz e controle climático.

Já imaginou fazer esses trabalhos de extremo impacto? 🤩

Portanto, trata-se de um trabalho dinâmico, com várias frentes de atuação e com impacto social. Se você quer uma carreira desafiadora, ser auditor de controle pode ser uma excelente opção!

3. Salários e benefícios da área de controle

Esse é um tópico crítico. Todos querem saber: quanto ganha um auditor de controle?

A área de controle (Tribunais de Contas e Controladorias) oferece salários elevados, sendo um dos setores mais atrativos do serviço público. Auditores de Controle Externo iniciam frequentemente ganhando acima de R$ 18.000, com cargos no TCU ultrapassando R$ 26.000 inicialmente e R$ 39.000 no topo da carreira.

Não raro, os salários apresentados nos editais ficam aquém do que de fato é recebido e constatado no Portal da Transparência. Isso se deve a benefícios e gratificações que muitas vezes não são especificados. Portanto, a recomendação é sempre buscar no Portal informações fidedignas dos recebimentos auferidos. Não deixe de se atentar também para o tempo de atuação na carreira, dado as progressões no decorrer dos anos.

Para fins comparativos, deixamos a tabela abaixo que você pode conferir a remuneração média dos auditores de controle. Lembramos que no âmbito subnacional (estados e municípios) a remuneração varia conforme o local.

ÓRGÃO

TIPO DE CONTROLE

SALÁRIO INICIAL

TOPO DA CARREIRA

TCU

Externo

~R$ 24 mil a R$ 26 mil

~R$ 38 mil+

TCE

~R$ 12 mil a R$ 21 mil

~R$ 30 mil+

TC dos M (PA, BA e GO)

~R$ 15 mil a R$ 25 mil

~R$ 30 mil+

TCM (RJ e SP))

~R$ 18 mil a R$ 25 mil

~R$ 30 mil+

CGU

Interno

~R$ 18 mil a R$ 22 mil

~R$ 30 mil+

CGE

~R$ 10 mil a R$ 18 mil

~R$ 25 mil+

CGM

~R$ 6 mil a R$ 15 mil

~R$ 20 mil+

Não podemos deixar de lado os adicionais, que incluem:

  • Gratificações

  • Bônus de desempenho

  • Adicional de qualificação (ex.: até +30% no TCU)

O resultado é que auditores de controle frequentemente recebem acima de 30 mil reais líquidos por mês, sagrando-se como uma das melhores carreiras públicas!

4. Panorama atual de concursos da área de controle

Já vimos que é uma excelente oportunidade, mas resta saber: quais são os próximos concursos da área de controle?

As perspectivas na área de controle são excelentes para os próximos anos. Para você ter uma ideia, entre 2021 e 2025 ocorreram mais de 45 concursos de destaque na área de controle, além daqueles realizados em municípios menores. Esse cenário demonstra que a área continua apresentando alta demanda por profissionais qualificados, com uma oferta de vagas em termos estáveis.

Tais oportunidades são cíclicas, dado que a validade de um concurso público é de até 2 anos, podendo ser prorrogada por mais 2. Sendo assim, as demandas se renovam com o passar do tempo. De forma exemplificativa, o concurso do TCU costuma se dar no lapso temporal de 5 a 7 anos, enquanto na CGU de 6 a 8 anos.

Outro fator que impulsiona novos concursos é o alto número de aposentadorias na carreira, pois grande parte dos servidores ingressou nas décadas de 1990 e 2000. No decorrer dos anos, o tempo de serviço e as reformas previdenciárias aceleraram os pedidos de aposentadoria de forma que há necessidade contínua de reposição de auditores.

Também vivemos em um contexto histórico e político que favorece o controle da gestão pública e, por consequência, preenchimento dos quadros de auditores. Houve um fortalecimento da governança corporativa, de modo que os órgãos necessitam estruturar seus sistemas de integridade. Não obstante, as exigências legais (Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei Anticorrupção, Lei de Acesso à Informação) são imperativas na manutenção dos cargos.

Os exemplos recentes de grandes concursos revelaram excelentes oportunidades:

  • Concurso TCU em 2022: mais de 200 auditores nomeados

  • Concurso CGU em 2022: mais de 300 auditores nomeados

  • Concurso CGE SP em 2025: 200 vagas imediatas ofertadas

Agora, se você está pensando em concorrer em um concurso da área de controle é preciso estar dentro das seguintes exigências:

  • Ser brasileiro nato ou naturalizado;

  • Ter 18 anos ou mais;

  • Estar em dia com as obrigações eleitorais e militares (para homens);

  • Diploma em curso de nível superior reconhecido pelo MEC.

Outro ponto importante é que muitos concurseiros se perguntam: qual formação precisa para a área de controle?

Bem, os concursos da área de controle se dividem em formação geral ou específica. Os de formação geral, basta nível superior em qualquer curso de formação reconhecido. Por outro lado, os com formação específica exigem que você tenha um curso determinado, geralmente Administração, Ciências Contábeis, Direito, Economia, Engenharia e Tecnologia da Informação.

Fique atento ao quadro exemplificativo e não exaustivo abaixo que traz uma comparação entre aqueles que possuem formação específica dos que não possuem:

FORMAÇÃO GERAL

FORMAÇÃO ESPECÍFICA

TCU

CGU

CGE SP

TCE RJ

CGM SP

TCE PE

TCE AM

TCE SP

TCE RS

TCE PR

TCE ES

TCE PB

TCE AM

CGE SC

Concursos que figuram nas duas listas apresentam as duas possibilidades a depender do cargo.

Você percebeu que são várias as oportunidades. Se você está estudando para concurso e sente que está sempre girando em círculos, mas nunca realmente avançando, o problema não é esforço, é falta de direcionamento. Sem uma estratégia clara, você perde tempo com tantas informações. É exatamente aqui que a Guruja entra: oferecendo um plano estruturado, personalizado e focado no que realmente cai na sua prova, para que cada hora de estudo tenha propósito, direcionamento e resultado. São diversos caminhos, cabe você escolher não trilhá-los no escuro.

5. Como começar a estudar para a área de controle

Mãos à massa: como começar a estudar para a área de controle?

Para começar a estudar para a área de controle você precisa:

  1. Ter um bom material teórico

  2. Saber quais as matérias mais cobradas

  3. Direcionamento

MATERIAL TEÓRICO DE QUALIDADE

Existem diversos players no mercado que oferecem o material teórico (aulas em texto e em vídeo) que você utilizará para construir a sua base nos estudos.

Dentre eles estão:

  • Estratégia Concursos

  • Gran Cursos

  • Direção Concursos

No que diz respeito à qualidade, é importante você ter acesso a amostras gratuitas de tais materiais para que possa conhecer melhor a metodologia de cada um e fazer a escolha que melhor se encaixa dentro das suas particularidades.

Também existem cursos de disciplinas avulsas, ministrados por professores individualmente, sem ser por cursinho. Nesses casos, cabe uma análise mais detalhada, porque as possibilidades são várias.

Na Guruja, trabalhamos majoritariamente com o Estratégia Concursos.

MATÉRIAS MAIS COBRADAS

Na área de controle, existem 6 matérias cobradas em 100% dos concursos, são elas:

  1. Português

  2. Direito Constitucional

  3. Direito Administrativo

  4. Auditoria Govenamental

  5. Controle (interno ou externo)

  6. Administração Financeira e Orçamentária (AFO)

Logo, elas devem estar desde o início no seu ciclo, porque:

  • Apresentam um alto quantitativo de questões

  • Nível alto de cobrança

  • Costumam servir de tema para discursivas

  • Serão úteis em todos os concursos da área

Além das citadas, disciplinas que são significativas e costumam estar presentes:

  1. Administração Geral e Pública

  2. Contabilidade Pública

  3. Contabilidade Geral

  4. Economia

  5. Raciocínio Lógico

  6. Matemática Financeira

  7. Estatística

  8. Tec. da Info./Análise de Dados

Quando o concurso é com formação específica, deve-se enfatizar as disciplinas da área de formação.

Exemplos:

Contador: contabilidade geral e pública;

Administrador: administração geral e pública;

Economista: finanças públicas, micro e macro, econometria.

DIRECIONAMENTO

A preparação para concursos na área de controle exige, antes de tudo, direcionamento estratégico. Trata-se de uma área ampla, que abrange diferentes níveis federativos e múltiplos órgãos. Sem um recorte bem definido, você corre o risco de dispersar esforços em editais com perfis muito distintos. Por isso, o primeiro passo é escolher um foco claro. Essa definição permite construir uma trajetória consistente, evitando mudanças constantes de rumo que comprometem o desempenho.

Outro ponto essencial é verificar se o concurso pretendido é compatível com a sua formação acadêmica. Embora muitos cargos da área de controle aceitem graduação em qualquer área, diversos editais exigem formações específicas ou atribuem peso maior a determinadas especialidades, como contabilidade, direito, economia ou tecnologia da informação. Além disso, é fundamental analisar as disciplinas mais recorrentes, como controle externo, auditoria, contabilidade pública, direito administrativo e constitucional. Esse mapeamento permite priorizar conteúdos de maior incidência e aprofundar o estudo de forma inteligente, aumentando significativamente a competitividade.

Em síntese, não basta apenas estudar: é preciso estudar com estratégia, foco e timing, elementos que diferenciam candidatos medianos daqueles que efetivamente conquistam a aprovação.

Na Guruja, você possui todo esse direcionamento com uma plataforma exclusiva e professores já aprovados em concursos renomados da área de controle e fiscal.


6. Cronograma de estudos para iniciantes

Sabemos que são muitas informações e para ajudá-lo fizemos um cronograma de estudos para a área de controle que você consegue implementar ainda hoje!

Se você está começando a estudar para a área de controle agora e precisa de ajuda para montar um ciclo de estudo básico e que funcione, aqui vai um infalível:

SEG 

TER

QUAR

QUI

SEX

SAB

DOM

D. Adm.

D. Const.

AFO

D.Const.

AFO

D.Const.

 

Português

Aud. Gov

D. Adm.

AFO

Português

REVISÃO

 

AFO

Controle

Aud. Gov.

D. Adm.

Aud. Gov

REVISÃO

 


Você pode notar que iniciamos com as 6 matérias cobradas em todos os concursos da área. À medida que você for avançando, pode adicionar novas disciplinas dentre as listadas na seção anterior, principalmente:

  • Administração Pública

  • Contabilidade Aplicada ao Setor Público

  • Tecnologia da Informação

E quanto a carga horária ideal para a área de controle?

No começo, é importante estabelecer um ritmo mínimo de estudos, que varia de aluno para aluno. Para aqueles que trabalham, a sugestão inicial são 18 horas semanais, assim como no quadro acima. Se você possui maior disponibilidade, pode manter o mesmo rol de disciplinas, fazendo um giro mais frequente por elas.

Mais importante que a carga horária, é a constância. Nada adianta estudar uma semana sem parar e pausar duas por estar estafado. Muitas pessoas acabam se perdendo nesse ponto. Estudo para concurso público de alto nível é um projeto de médio/longo prazo e avançar etapas gera retrabalho e atrasos na aprovação.

Outro ponto importante é que a resolução de questões deve estar presente desde o início do seu estudo, fazendo também o controle do seu desempenho para identificação dos pontos fortes e fracos. Da mesma forma que for avançando na teoria, faça questões relacionadas ao que foi aprendido. Além das questões do PDF, você pode fazer a assinatura de sites de questões especializados, como Tec Concursos.

Depois do cronograma pilar, o que realmente faz você avançar é a personalização. Ajustar o estudo à sua realidade, aos seus pontos fracos e ao seu concurso é o que transforma esforço em resultado. É exatamente isso que a Guruja Concursos entrega. Clique aqui e conheça como podemos te ajudar.

7. PDF ou videoaulas: qual é melhor?

A escolha entre estudar por PDF ou por videoaulas é uma das decisões mais estratégicas na preparação para concursos. Cada formato ativa processos cognitivos diferentes e impacta diretamente sua retenção, velocidade de aprendizado e capacidade de revisão. Vamos entender melhor o funcionamento de cada metodologia pela tabela comparativa abaixo:

CRITÉRIO

PDF

VIDEOAULA

Velocidade

Alta

Você consegue controlar seu ritmo

Média/baixa
Depende de quem e como está ministrando a aula

Retenção

Alta

Exige maior esforço mental

Média/baixa

Aprendizado passivo

Revisão

Eficiente

Pouco eficiente

Didática

Pode ser mais difícil

Ao mesmo tempo que exige mais esforço, que pode ser revertido em maior retenção)

Geralmente mais fácil

Ideal para

Aprendizado, revisão, consolidação

Conteúdos difíceis


O ponto mais sensível da tabela acima é a
rapidez que o PDF permite em comparação com a videoaula. Essa vantagem é acentuada na área de controle, pois são dezenas de matérias. Portanto, se você ficar apegado aos vídeos, o avanço nas disciplinas se dará de forma muito lenta.

Portanto, sempre que possível, utilize o PDF (regra). As videoaulas devem ser utilizadas como recurso em assuntos de difícil compreensão e de modo pontual (exceção). Isso não se trata de “demonização” de aulas em vídeo, longe disso! Serve, na verdade, para você ficar atento às peculiaridades de cada uma e em quais situações utilizar.

Sabendo disso, vamos para os pontos fortes de cada forma de estudo:

VANTAGENS DO ESTUDO PELO PDF

ASPECTO

EXPLICAÇÃO

EXEMPLO

Autonomia

Você consegue controlar seu ritmo, podendo acelerar ou aprofundar, conforme necessário.

Em Direito Constitucional, você pode avançar rápido em temas já conhecidos e desacelerar em controle de constitucionalidade

Retenção

Leitura ativa exige mais esforço, que melhora a fixação.

A memorização é maior ao ler, grifar e esquematizar se comparado com apenas ouvir.

Revisão

Facilidade de voltar nos pontos-chave

A organização do material escrito, além de separar pontualmente o que precisa ser revisto, é mais fácil.

Economia de tempo

Conteúdo direto e específico.

20 páginas de PDF podem substituir 2-3 horas de videoaula.

VANTAGENS DO ESTUDO PELAAS VIDEOAULAS

ASPECTO

EXPLICAÇÃO

EXEMPLO

Facilidade de entrada

Reduz a barreira em conteúdos difíceis.

Em Contabilidade, o professor explica passo a passo dos lançamentos.

Didática guiada

O professor organiza o raciocínio e destaca o que é mais importante.

Ideal para compreender o raciocínio da banca do seu concurso.

Engajamento

Estímulo visual e auditivo.

Quando está muito cansado ou fazendo outros trabalhos (ex.: limpar a casa), é mais fácil assistir.

Contextualização

Explicações que mostram os “porquês”

O professor consegue conectar teoria a exemplos.


8. Como fazer revisões eficientes na área de controle

A revisão não é um complemento do estudo, ela é um mecanismo necessário (não acessório) que transforma exposição ao conteúdo em memória de longo prazo. Sem revisão estruturada, grande parte do conteúdo estudado se perde em poucos dias, gerando retrabalho e baixa eficiência.

Por que revisar?

Do ponto de vista da neurociência, aprender envolve codificação, armazenamento e recuperação da informação. O problema é que o cérebro naturalmente descarta aquilo que não é reutilizado.

Dois conceitos são centrais:

Curva do esquecimento: sem revisão, você pode esquecer até 70% do conteúdo em poucos dias.

Prática de recuperação (active recall): quanto mais você tenta lembrar ativamente, mais forte fica a memória

Traduzindo: revisar não é reler passivamente, é forçar o cérebro a lembrar. Esse esforço fortalece as conexões neurais duradouras.


O abandono da revisão gera um
ciclo vicioso:

Estuda e não revisa → Esquece rapidamente

Volta dias depois → Precisa voltar do início para reaprender

Sensação de incapacidade gerada → Desmotivação e abandono do processo

O resultado final é, além da menor retenção, tempo desperdiçado.

Portanto, nada de se deixar enganar com a falta promessa que não revisando você avança mais rapidamente.

Agora vamos a duas formas eficientes de revisão:

REVISÃO POR ANOTAÇÕES PRÓPRIAS

Durante o estudo do material teórico e da resolução de questões, é importante que você vá fazendo anotações próprias. Essas anotações podem ser feitas das mais diversas maneiras, dentre elas:

  • Grifos e comentários no PDF lido

  • Arquivo digital com os principais conceitos da aula

  • Resumos próprios

  • Resumo comprados adicionando suas anotações

Quando chegar o momento da revisão, você pode recorrer a este material já construído.

Contudo, nada de fazer mera leitura passiva! Opte por fazer novos esquemas, transformar conceitos em tabelas, retirar aquilo que já está consolidado, adicionar informações novas e importantes.

Tenha sempre esse material em mãos para ir aprimorando. Você verá que seu material de revisão muda conforme seu estágio de estudo. As anotações de um aluno iniciante são totalmente diferentes das anotações de um aluno avançado. Portanto, considerando essa necessidade de maleabilidade, é importante que você tenha esse material de forma digital.

Essa forma de revisão é excelente para alunos iniciantes.

REVISÃO POR QUESTÕES

A revisão por questões é uma excelente forma de recuperação de informações de alunos intermediários e avançados, que já finalizaram totalmente ou grande parte da disciplina.

Ao finalizar determinado assunto ou verificar a necessidade de recuperação, monte um caderno de questões com os assuntos relacionados. Essa será uma excelente forma de recuperação ativa.

Ao fazer as questões, é importante que você faça sem ver as respostas previamente, leia as explicações no comentário do professor ou fórum de aluno para consolidar o entendimento e também leve o que for relevante e mais cobrado para o seu material escrito.

Exemplo: chegou o dia de revisar licitações. Monte um caderno com 20 a 30 questões recentes (últimos 3 anos) de bancas que estão presentes em concursos da área (FGV, FCC e Cebraspe, geralmente). Faça as questões, sempre parando para ler o comentário do professor. Também complemente o seu material com o que é cobrado nas questões.

Outro assunto importante é a sazonalidade da revisão: em que momento você deve parar para revisar?

Antes de mais nada, vale salientar que não se trata de uma fórmula fixa, cheia de normas rígidas. A natureza e frequência das revisões depende da matéria e da sua maturidade no estudo, por exemplo.

Na tabela abaixo, ficam sugestões de momentos para fazer revisões:

Revisão após cada aula

De 3 a 7 dias após a leitura da aula e resolução de questões de fixação, faça uma revisão dos principais conceitos grifados, levando-os para o seu material de revisão.


Revisão cumulativa

Após 3 aulas, faça uma revisão geral do que foi visto. Pode ser através das suas anotações, de questões ou associação das duas formas. Serve para consolidar blocos de conteúdos e avançar com mais consistência. Tende a ser uma revisão mais demorada.

Ao fim da matéria

Dedique-se a fazer uma revisão geral do que foi aprendido. É interessante cadernos de questões que mesclam todo conteúdo, assim você consegue saber o que tem mais ou menos facilidade dentro da disciplina.

Revisões periódicas

Revisões pontuais. Podem ser feitas revisões de cadernos de questões erradas ou de questões favoritas.


Uma dica final é
aliar seu material teórico com questões. Essa é uma estratégia muito eficiente que combina 2 pilares da aprendizagem (teoria e prática), favorecendo:

  1. Active recall (recuperação ativa)

     Resolver questões força o cérebro a buscar a informação. Isso fortalece a memória muito mais do que releitura.

  1. Feedback imediato

        Você identifica exatamente onde errou e corrige a falha de forma direcionada

  1. Integração com seu material

        Ao errar, você volta no seu resumo ou PDF. Assim faz um material focado nas suas necessidades e erros, totalmente customizado.

9. A importância da prova discursiva

Treino de discursivas para a área de controle realmente importa? Fica aqui para descobrir.

A prova discursiva é um dos elementos mais decisivos nos concursos da área de controle. Diferentemente da objetiva, ela não apenas mede conhecimento, mas a capacidade de organizar ideias, estruturar argumentos e se comunicar com precisão técnica.

Mais do que isso: a discursiva tem um efeito direto na classificação. É comum candidatos saírem das vagas ou entrarem nelas exclusivamente por causa do desempenho na prova escrita.

É importante salientar que quando falamos em discursivas tratamos de um amplo gênero de tipos textuais que podem ser cobrados na forma de diferentes espécies (texto dissertativo expositivo, dissertativo argumentativo, peça técnica, …). Além disso, também temos uma variação na extensão das respostas que são cobradas, indo de textos de 10 a 90 linhas.

Um ponto fundamental: a discursiva começa antes da escrita

Um dos maiores equívocos dos candidatos é acreditar que o estudo da discursiva começa apenas quando se passa a treinar redações. Na prática, a preparação começa muito antes:

  • no estudo teórico

  • na resolução de questões objetivas

  • na construção do material de revisão

Ou seja: quem estuda bem para a objetiva já está, indiretamente, se preparando para a discursiva. Portanto, não desmereça uma boa base teórica e atenção na resolução das objetivas.

Agora, vamos esmiuçar as estratégias de discursiva para cada nível de preparação (iniciante, intermediário e avançado).

NÍVEL INICIANTE

Nesta fase, o foco principal ainda é o avanço na teoria. A discursiva entra como introdução gradual.

Características da fase:

  • Estudo das disciplinas base

  • Primeiro contato com temas relevantes

  • Ainda há necessidade de consulta

Sendo assim, você pode começar a treinar da seguinte forma:

ELEMENTO

ORIENTAÇÃO

Tamanho do texto

Até 10 linhas

Tipo de tema

Conceitos básicos vistos no decorrer das aulas

Consulta

Permitida

Frequência

1 vez por semana

Como recomendação prática, deixamos aqui um passo a passo:

  1. Planejar a resposta

  2. Fazer um esqueleto (tópicos)

  3. Escrever rascunho

  4. Passar para versão final

O foco agora não é velocidade, mas compreensão do processo de escrita.

NÍVEL INTERMEDIÁRIO

Aqui o candidato já começa a escrever de maneira mais consciente com a consolidação da sua base teórica. Deixa de ser um estudo passivo (com consulta) e assume uma postura mais ativa, dado que conseguiu entender também a estrutura dos textos.

Características da fase:

  • Já finalizou a teoria das principais matérias

  • Está em modo de revisão

  • Já possui o hábito da escrita

Como características da fase temos:

ELEMENTO

ORIENTAÇÃO

Tamanho do texto

De 15 a 30 linhas

Tipo de tema

Tópicos relevantes para a área

Consulta

Não utilizar durante a escrita

Frequência

2 vezes por semana

Como recomendação prática, deixamos aqui um passo a passo:

  1. Escolher um tema no início da semana

  2. Estudar esse tema ao longo dos dias (teoria + questões)

  3. Escrever a discursiva no final de semana sem consulta

Esse avanço nas técnicas de escrita força o cérebro a trabalhar com recuperação ativa da informação, o que fortalece a memória e a organização mental.

NÍVEL AVANÇADO

Candidato com conhecimentos consolidados na teoria e prática.

Características da fase:

  • Domínio consolidado da teoria

  • Alto volume de questões objetivas resolvidas (que ajudam na bagagem para a discursiva)

  • Material de revisão estruturado

Nessa fase:

ELEMENTO

ORIENTAÇÃO

Tamanho do texto

Indiferente, capaz de escrever em variados tamanhos

Rascunho

Eliminado, faz apenas o esqueleto

Consulta

Nunca

Foco

Tempo e refinamento

Itens importantes que você deve lapidar, caso seja um aluno avançado:

  1. Treinar com tempo cronometrado

  2. Escrever direto na folha definitiva, mantendo apenas o esqueleto prévio

  3. Buscar correção especializada

Nesta fase, cada detalhe importa: clareza, precisão e eficiência.


Depois do texto escrito, é importante que você faça a
correção do que foi escrito. Essa é uma etapa crítica e frequentemente subestimada. A estratégia recomendada é não fazer a correção logo após a escrita, mas fazer nos dias seguintes. Essa defasagem temporal permite um maior senso crítico, identificação de lacunas e consolidação do aprendizado.

Por fim, para não restar dúvidas, veja concursos relevantes da área e que contaram com prova discursiva como etapa da avaliação:

ÓRGÃO

ÚTLIMO EDITAL

DISCURSIVA

TCU

2025

Sim

CGU

2021

Sim

TCE MS

2025

Sim

TC DF

2023

Sim

TCE RJ

2020

Sim

TCE RS

2025

Sim

TCE SC

2026

Sim

CGE SP

2025

Sim

TCE SP

2025

Não

TCE RN

2025

Sim

CAGE RS

2024

Não

TCE PR

2024

Sim

CGE AL

2026

Sim


10. Principais bancas da área de controle

A compreensão do perfil da banca examinadora é um dos fatores mais relevantes para o desempenho em provas da área de controle. Isso porque cada banca adota modelos próprios de cobrança, estrutura de questões e critérios de correção, impactando diretamente a forma como o candidato deve estudar, revisar e marcar suas respostas.

No cenário dos concursos da área de controle, três grandes bancas se destacam: Fundação Getulio Vargas (FGV), Cebraspe e Fundação Carlos Chagas (FCC).

Vamos agora entender as características gerais de cada uma:

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS (FGV)

A FGV é reconhecida por um estilo de prova que exige alto nível de cobrança, especialmente em interpretação.

São suas características:

  • Questões objetivas múltipla escolha (5 alternativas)

  • Enunciados longos, contextualizados e com casos concretos

  • Exige aplicação do aprendido, não apenas memorização

São estratégias para dominar a banca:

  • Treinar leitura ativa e interpretação

  • Resolver muitas questões da banca

  • Estudar jurisprudência

CEBRASPE

Seu modo singular de avaliação (uma errada anula uma certa) acaba assustando muitos candidatos.

São suas características:

  • Questões objetivas múltipla escolha (4 alternativas) ou por itens (certo ou errado)

  • Penalização de itens errados

  • Extremamente detalhista

  • Costuma inserir erros sutis (uma palavra, uma exceção, uma inversão)

São estratégias para dominar a banca:

  • Ficar atento a lei seca e conceitos exatos

  • Resolver muitas questões da banca

  • Adotar estratégias de prova com antecedência (inclusive deixar em branco quando necessário)

FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS (FCC)

A FCC apresenta um estilo mais tradicional, com provas consideradas mais previsíveis (questões receita de bolo) e menos polêmicas, mas não necessariamente fáceis.

São suas características:

  • Questões objetivas múltipla escolha (5 alternativas)

  • Enunciados mais diretos

  • Cobranças literais

São estratégias para dominar a banca:

  • Ficar atento a pegadinhas nas questões, como inversão de conceitos

  • Resolver muitas questões da banca

  • Não errar questões que são tendência da banca


Como foram exemplificativa, essas foram as bancas dos últimos editais recentes da área de controle:

ÓRGÃO

ÚTLIMO EDITAL

BANCA

TCU

2025

Cebraspe

CGU

2021

FGV

TCE MS

2025

Cebraspe

TC DF

2023

Cebraspe

TCE RJ

2020

Cebraspe

TCE RS

2025

Cebraspe

TCE SC

2026

FGV

CGE SP

2025

FGV

TCE RN

2025

Cebraspe

CAGE RS

2024

FGV

TCE PR

2024

Cebraspe

CGE AL

2026

Cebraspe


Apesar de a FCC não ter organizado nenhum concurso recente da área de controle, não podemos deixá-la de lado, visto que segue sendo uma banca tradicional em âmbito nacional.

Por fim, o direcionamento por banca deve ser feito quando você já for um aluno competitivo e a banca do seu edital foi formalmente contratada. Não é recomendado fazer o direcionamento de banca sendo um aluno iniciante, dado que ficaria a cobranças restritas, prejudicando a diversidade na compreensão das matérias (famoso “vício”).

11. Erros que atrasam a aprovação em concurso

Agora entramos em uma seção que traz os 5 principais erros dos concurseiros da área de controle. Cada problema traz uma solução, veja:

FALTA DE CONSTÂNCIA

Erro muito comum que acomete todos os concurseiros, sobretudo os iniciantes.

PROBLEMA: Quando escolhemos estudar para concurso, estamos fazendo essa escolha em um momento confortável (vendo um contracheque de quem ganha 30/25k, um cantinho de estudos bonitos no Instagram, …) e poucos param para refletir no que ela acarreta e no impacto de médio a longo prazo que ela terá nas nossas vidas.

Começamos animados, estudando 6/7/8 horas por dia durante algumas semanas e depois tudo desanda. O estudo fica escasso (estuda um dia e falha uma semana), leva uma dose de motivação, recomeça os estudos com animação, mas logo cai no cansaço, preguiça, desmotivação.

Os problemas são vários: você não avança na teoria (porque sempre precisa voltar, já que esqueceu o que estudou), tem a sensação de insuficiência e duvida de si (porque não cumpre com as metas), além de perder um tempo precioso que não volta atrás.

Por isso que a escolha para estudar deve ser muito bem pensada, avaliados os prós e contras e estar ciente que para atingir grandes resultados, precisa de grandes esforços.

SOLUÇÃO:

  • Ao decidir estudar, fazer uma escolha certa e tomar isso como um projeto e prioridade na sua vida

  • Começar com pequenos passos e aumentar gradativamente (ritmo sustentável, constância > volume)

  • Deixar de lado o perfeccionismo e dar pequenos passos (você só tem 1 hora para estudar hoje devido a um imprevisto? Estude mesmo assim).

FALTA DE FOCO

PROBLEMA: Acontece com quem quer abraçar o mundo todo. Boas oportunidades sempre vão existir, mas é preciso saber dizer “não”.

Exemplo mais comum é a pessoa que estuda para área de controle e sai um edital para área fiscal com 200 vagas. O aluno já vem com uma trajetória, formando a base e decide migrar pelos motivos errados, acaba se frustrando e dando muitos passos para trás.

Essa prática de ficar “pulando de galho em galho” atrasa o planejamento, não fixa conteúdo e não fica competitivo nem em uma e nem na outra área.

SOLUÇÃO:

  • Ter foco e plano bem definidos

  • Pensar antes de tomar decisões, não seja impulsivo

  • Saber que se preparar para concurso é também dizer “não” a oportunidades que estão fora do seu escopo

  • Entender que esse “não” é benéfico e te colocará ainda mais perto do seu sonho maior

EXCESSO DE MATERIAIS

PROBLEMA: Concurseiros são pessoas vulneráveis porque estão em busca de uma conquista que pode mudar toda a sua vida e da sua família. Sabendo disso há um marketing extremamente agressivo para vender todos os tipo de material (os anúncios são “se você não adquirir tal coisa, não será aprovado”).

Com medo de não passar, de estar perdendo alguma coisa, … acaba comprando muitos materiais, inclusive replicados e aí vira uma bola de neve e desorganização. Imagine ter que estudar Direito Constitucional por 3/4 materiais diferentes? Como revisar depois? Não tem fim.

SOLUÇÃO:

  • Faça o básico bem feito: tenha uma assinatura de um bom curso para concursos e use ela como base teórica

  • Quando for um aluno mais avançado, assine um bom site de questões

  • Se for comprar resumos, pesquise e escolha o material mais atualizado, bem avaliado e completo, não precisa adquirir outros

  • Seja consciente e se pergunte: eu preciso mesmo disso? O anunciante está vendendo um bom material ou uma promessa?

PRESSA

PROBLEMA: O estudo para concursos, especialmente nas áreas fiscal e de controle, é uma jornada que demanda bastante do aluno, e que, para dar frutos, precisa ser pensada como um projeto de longo prazo. Há o momento de construção de base, há o momento de consolidação e há o momento dos pós-editais. Não podemos atropelar as etapas, pois cada uma delas exige estratégias específicas, dedicação e paciência.

Editais dessas áreas cobram dezenas de disciplinas diferentes. Isso significa inúmeros conteúdos complexos, alguns que se encadeiam entre si, e que exigem teoria, prática, revisão e maturação.

É possível estudar tudo isso, do início (ou praticamente do início) com profundidade em 4 meses de pós-edital? Infelizmente, é humanamente impossível. E é por isso que o pós-edital funciona muito bem para quem já está com a base teórica estruturada, ainda que não totalmente, mas certamente bem próximo disso. Do contrário, o aluno vai travar nas atividades, se sentir perdido, perder tempo tentando entender algo que deveria apenas revisar, e pior: vai começar a duvidar de si mesmo.

Muita gente acredita que mesmo não passando, fazer o pós vai ajudar nos próximos concursos. Mas essa é uma ideia enganosa. O ritmo do pós é tão acelerado que você mal revisa, mal fixa, e quando ele termina, você percebe que vai precisar voltar tudo. O que era pra ser progresso vira tempo perdido. Você teria aproveitado muito mais esse mesmo tempo fazendo um pré-edital consistente e estruturado. Isso é algo que, inevitavelmente, vai acontecer.

SOLUÇÃO:

  • O caminho mais correto, mais coerente e mais respeitoso com a sua trajetória é permanecer no pré-edital, construindo e fortalecendo sua base nas disciplinas fundamentais, aprendendo a teoria com calma, praticando bastante através de questões, revisando, entendendo os assuntos com a profundidade e solidez necessárias.

  • Voltamos na ideia de aprender a dizer “não” com o objetivo de chegar ainda mais longe.

FALTA DE PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO

PROBLEMA: Estudar “no improviso”, sem cronograma, metas ou visão de longo prazo. Isso acarreta em um progresso lento, desmotivação e dificuldade em revisar o conteúdo adequadamente, sem falar na perda de tempo que poderia estar sendo bem aproveitado.

SOLUÇÃO:

  • Criar um planejamento realista, com rotina semanal, definição de prioridades (ex: disciplinas com mais peso ou mais dificuldade) e momentos de revisão.

  • Estipular como vai estudar cada matéria


12. Próximos passos após ler este guia

Após compreender os fundamentos da área de controle, suas oportunidades e estratégias de estudo, é fundamental transformar esse conhecimento em ação estruturada.

1º passo) É indispensável fazer um diagnóstico honesto do seu nível atual. Isso envolve identificar quais disciplinas você já domina, quais ainda são desconhecidas e, principalmente, onde estão suas maiores dificuldades. Esse mapeamento permite direcionar melhor os esforços e evitar desperdício de tempo com conteúdos que já estão consolidados.

2º passo) Montar um planejamento de estudos realista, que leve em consideração sua rotina, disponibilidade de tempo e nível de energia ao longo da semana. Um bom planejamento não é apenas uma lista de matérias, mas uma organização estratégica que contemple teoria, resolução de questões e revisões periódicas.

3º passo) Organizar uma estratégia. A preparação para concursos da área de controle deve ser encarada como um projeto contínuo, que passa por fases bem definidas: construção de base, consolidação e refinamento. Ter clareza desse processo ajuda a reduzir a ansiedade e evita decisões impulsivas, como mudanças constantes de área ou foco. Portanto, quais as oportunidades que você mira no médio/longo prazo?

Por fim, considerar uma orientação especializada pode ser um grande diferencial. Contar com direcionamento de quem já percorreu esse caminho tende a acelerar o processo, evitar erros comuns e trazer mais segurança na tomada de decisões ao longo da jornada.

Se você quer parar de tentar sozinho e de cometer erros que só te atrasam, a mentoria da Guruja Concursos é o próximo passo. Entre agora e tenha um direcionamento claro, personalizado e focado na sua aprovação.


FAQ – Perguntas frequentes

Quanto ganha um auditor de controle?

A carreira de auditor de controle está entre as mais bem remuneradas do serviço público, com salários iniciais frequentemente acima de R$ 18 mil, podendo ultrapassar R$ 30 mil ao longo da carreira.

É difícil passasr em tribunais de conta?

Não é simples, pois se trata de seleções altamente concorridas e com conteúdo extenso. No entanto, com estratégia, constância e um bom planejamento, a aprovação torna-se plenamente possível, especialmente considerando a recorrência de editais na área.

Quantas horas por dia estudar para área de controle?

Não existe um número único que sirva para todos. De modo geral, candidatos que trabalham podem iniciar com cerca de 2 a 3 horas por dia, enquanto aqueles com maior disponibilidade podem estudar mais. Aos finais de semana, a carga horária é maior, girando de 5 a 6 horas diárias.

Ainda assim, o fator mais importante não é a quantidade absoluta de horas, mas a constância ao longo do tempo.

Qual é mlehor: área fiscal ou área de controle?

Ambas são excelentes carreiras, com altos salários e estabilidade, mas possuem enfoques distintos. A escolha ideal depende mais do perfil e afinidade do candidato do que de uma suposta superioridade entre elas.

Não deixe de considerar que a área de controle pode ser dividida em formação geral e específica.

Quanto tempo leva para passar em concursos dessa área?

O tempo médio de aprovação costuma variar de 2 a 5 anos de estudo constante.


Está pronto para começar sua preparação? Explore nossos outros conteúdos sobre estratégias de estudo e análise de provas anteriores!

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