Como estudar usando inteligência artificial

Fala, pessoal! Tudo bem?

Vamos conversar sobre a utilização de Inteligência Artificial (IA) na otimização dos estudos para concurso público?!

Ferramentas como o ChatGPT, Gemini e outras IAs chegaram para ficar, pois ajudam amplamente em diversas atividades do dia a dia. Na preparação para concursos, não foi diferente e é bem provável que você já tenha utilizado IA em algum momento dos seus estudos.

Mas, antes de prosseguirmos, uma dúvida para você que já a utilizou: você acredita que esteja explorando todo o potencial da Inteligência Artificial na otimização dos estudos? 

Neste artigo, você vai entender como aproveitar o que essas ferramentas têm de melhor para cada etapa da preparação para concursos. 

Mas aqui vai um aviso importante logo de cara: usar IA não é atalho. É uma ferramenta. E como toda ferramenta, ela pode te ajudar quando bem usada, ou te atrapalhar quando mal usada.

O que a inteligência artificial pode fazer pelos seus estudos?

Antes de falar sobre como usar, vale entender o que essas ferramentas realmente são capazes de fazer. Em linhas gerais, uma IA como o ChatGPT é um assistente de texto muito sofisticado. Ela consegue explicar conceitos, resumir conteúdos, criar questões, corrigir redações, montar esquemas e muito mais.

Para o concurseiro, isso abre um leque de possibilidades bem interessantes:

  • Tirar dúvidas rápidas sobre qualquer assunto;
  • Pedir explicações de conteúdo com linguagem mais simples;
  • Criar resumos de temas extensos;
  • Gerar questões para treinar o que acabou de estudar;
  • Gerar flashcards para carregar em algum programa;
  • Transcrever vídeo-aula em tempo real;
  • Corrigir e comentar textos dissertativos;
  • Montar mapas mentais, esquemas de revisão
  • Estruturar planejamentos de estudos e muito mais.

A maioria dos concurseiros utiliza as três primeiras funcionalidades. Mas, há um mundo de possibilidades por trás da utilização de IA.

Erros comuns

Muita gente começa a usar IA nos estudos com a expectativa de melhorar exponencialmente a preparação, mas, pouco tempo depois, percebe que não está ajudando dessa forma. 

Não porque a ferramenta atrapalhou, mas porque não foi aproveitada de verdade. Vamos aos erros mais comuns.

Usar a IA sem conferir as respostas

As IAs podem errar, especialmente em conteúdo jurídico, contábil ou tributário. Isso acontece porque a IA pode não ter acesso à legislação atualizada em tempo real, pode misturar entendimentos diferentes ou utilizar o dispositivo legal errado.

Isso não significa que a IA seja inútil para esses temas — longe disso. Significa que ela rende muito mais quando usada como ponto de partida para entender um conceito, e não como fonte definitiva. O hábito de confirmar a resposta com o material do curso ou a legislação transforma a IA em uma ferramenta mais efetiva.

Usar a IA sem uma devida contextualização

Ainda nesse ponto de gerar informações que podem não ser adequadas, é comum que isso aconteça, quando não há alimentação de referências para que a IA as processe.

Quando se pergunta sem informar onde ou como pesquisar, a IA procura fontes de forma arbitrária em uma ampla base de dados. Assim, podem ser geradas respostas erradas, descontextualizadas e/ou compiladas erroneamente.

Outro erro comum relacionado é utilizar diferentes chats para interagir com a IA. O histórico da conversa fica salvo na memória da IA, então é importante manter o mesmo chat nessas interações, porque o contexto se manterá nas próximas interações.

Pedir resumos prontos em vez de usar a IA para aprender

Pedir para a IA resumir um PDF inteiro e achar que o trabalho está feito é deixar a ferramenta bem abaixo do seu potencial. O processo de ler, questionar, pedir explicações alternativas e tentar reproduzir o que aprendeu é o que realmente consolida o conhecimento.

A IA aprimora os estudos, quando você a usa de forma ativa: fazendo perguntas, pedindo exemplos, simulando situações. Quem só pede resumos está usando um recurso sofisticado de forma bem básica e sem estimular o próprio raciocínio sobre o conteúdo.

Substituir questões de banca por questões geradas pela IA

A IA cria questões bem úteis para fixação e revisão rápida, mas o estilo das bancas como Cebraspe, FCC ou FGV tem características específicas, que só questões reais de provas anteriores conseguem reproduzir. Usar apenas questões geradas por IA, mesmo a alimentando com exemplos de questões, limita o treinamento e pode criar uma falsa sensação de domínio do assunto.

O ideal é combinar os dois: questões de banca para o treino principal, e questões da IA como aquecimento, revisão rápida ou para explorar variações de um mesmo tema.

Dicas práticas: como usar a IA do jeito certo

Use a IA para tirar dúvidas pontuais

Essa já é muito utilizada pelos concurseiros, pois é a mais simples de se fazer. A IA consegue explicar o mesmo conteúdo de formas diferentes, usar exemplos práticos e adaptar a linguagem ao seu nível de entendimento.

Exemplo de comando: “Explica o conceito de lançamento tributário de forma simples, citando um exemplo com o ICMS.”

Para otimizar essa funcionalidade, lembre-se de buscar alimentar a IA com referências e de conferir a resposta com o material do curso ou com a respectiva legislação. 

Peça para a IA criar questões de fixação

Depois de estudar um assunto, peça para a IA criar entre 5 e 10 questões de múltipla escolha sobre o tema. Isso ajuda a testar o que você reteve e mostra os pontos onde ainda há dúvidas.

Exemplo de comando: “Cria 8 questões certo ou errado no estilo Cebraspe sobre os princípios do Direito Tributário, com gabarito comentado.”

Aqui, também se faz importante a alimentação da IA com questões, para que ela as tome como base. É necessário salvar como PDF as questões, para fazer esse carregamento no chat.

Utilize prompts estruturados para interagir com a IA

Um prompt é o comando ou solicitação que um usuário faz para uma IA. É importante uma boa estruturação do prompt para gerar respostas adequadas à sua solicitação.

Exemplos:

1. O Prompt Ruim (Genérico)

“Me dá um cronograma para estudar Direito Administrativo para concurso.”

Por que é ruim: o prompt é vago demais. A IA não sabe qual é o concurso (o nível de cobrança para Técnico é diferente de Analista), qual é a banca, quantas horas você tem disponíveis e nem qual edital seguir. O resultado será um cronograma padrão e provavelmente inútil para a sua realidade.

2. O Prompt Bom (Específico)

“Crie um cronograma de estudos de 4 semanas para o bloco de Direito Administrativo do concurso do TJ/RJ (banca FGV). Tenho 2 horas por dia. Foque nos temas com maior incidência e inclua momentos de revisão por questões.”

Por que é bom: Ele dá o contexto (TJ/RJ), a banca (FGV), o prazo (4 semanas), a sua disponibilidade (2h/dia) e a metodologia (foco em temas recorrentes e questões). A resposta será um plano de ação mais adequando à realidade do candidato.

Pode ser difícil gerar esse prompt específico por conta própria, então pode-se solicitar à IA que ela mesmo gere o prompt. Comece o comando com “Gere um prompt. Eu preciso de…”.

Monte esquemas e mapas mentais

A IA é ótima para organizar informações de forma visual em texto. Peça para ela montar um esquema hierárquico de um assunto complexo, com tópicos e subtópicos. Isso ajuda a ter uma visão geral do conteúdo antes de aprofundar.

Para essa funcionalidade, existe uma IA muito eficiente: o Gamma app. Ela gera esquemas visuais iterativos, que ajudam a diversificar a apresentação do conteúdo.

Use para revisar e melhorar seus textos dissertativos

Se o concurso que você mira tem prova discursiva, a IA pode ser uma ótima parceira de treino. Envie o seu texto e o espelho de correção para ela avaliar os seguintes pontos: clareza da argumentação, coerência, uso correto da língua portuguesa e se respondeu ao que foi perguntado.

Pode-se carregar também alguns exemplos de correções feitas anteriormente pela banca. A Cebraspe, por exemplo, considera pontuações parciais em cada quesito da resposta, então você pode alimentar a IA com essas informações.

Simule explicações para fixar o conteúdo

Existe uma técnica chamada de Feynman, em que você testa o seu entendimento tentando explicar o que aprendeu com palavras simples. Você pode usar a IA para isso: explique o assunto para ela como se estivesse ensinando alguém, e peça para a IA identificar pontos que ficaram confusos ou incompletos.

Esse exercício é muito poderoso para identificar lacunas no aprendizado que a gente muitas vezes não percebe só lendo.

Quais ferramentas usar?

Existem várias opções disponíveis no mercado. As mais usadas no Brasil são:

  • ChatGPT (OpenAI): a mais popular e com versão gratuita funcional. A versão paga (Plus) dá acesso a modelos mais avançados e à navegação na internet, o que reduz o risco de informações desatualizadas.
  • Gemini (Google): integrado ao ecossistema do Google, tem acesso à internet por padrão e funciona bem para pesquisas rápidas e explicações.
  • Claude (Anthropic): tem ótima capacidade de análise de textos longos e redações. Boa opção para quem precisa de feedback detalhado sobre conteúdo escrito.
  • Copilot (Microsoft): integrado ao navegador Edge e ao pacote Office, útil para quem usa o Word e o OneNote no estudo.

Não há necessidade de usar todas. Escolha uma ou duas com as quais se sinta confortável e explore bem o que elas oferecem.

Conclusão

A inteligência artificial chegou para ser uma aliada poderosa nos estudos, e quem aprender a usá-la bem vai ter uma vantagem real na preparação para concursos. Um exemplo que se destaca são os concursos da área fiscal ou de controle, que cobram um volume grande de disciplinas. 

São assuntos que vão desde Direito Tributário, Auditoria e Contabilidade até Tecnologia da Informação, Economia e Estatística. Nesse cenário, a IA pode ser um complemento muito valioso para dar conta de tantos assuntos diferentes e que podem ser alvos de diferentes abordagens.

Mas, há um alerta, ela não faz milagres e não substitui o estudo sério, o método bem estruturado e a constância.

Use a IA para tirar dúvidas, criar questões, criar flashcards, organizar conteúdo, simular dissertações e revisar o que aprendeu. Nunca use como muleta para evitar o esforço que a aprovação exige.

E se você quer ir além do uso de ferramentas e contar com um acompanhamento completo na sua preparação, existe um caminho que acelera muito esse processo: a orientação de um professor que já passou por tudo isso.

Na Guruja, você tem acesso a professores aprovados, planejamento adaptável, acompanhamento de desempenho e muito mais. Tudo para que você não perca tempo decidindo o que estudar ou como estudar e foque no que realmente importa: estudar de verdade.

Conte com a Guruja nessa caminhada!

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